Ramacheng – Nós Somos o Nosso Mestre

A Mensagem Eterna dos Mestres

 

Arquimedes tinha já setenta anos. Siracusa, sua pátria, havia dado ajuda a Aníbal, fornecendo a Cartago trigo siliciano. Roma não podia perdoar essa traição. Por isso os romanos cercaram-na e a assediaram por dez aos, até tomá-la. Arquimedes foi convocado e fez armas para a defesa. Os soldados romanos preferiram ver o diabo em pessoa: um dia atacavam e as catapultas de Siracusa atiravam sobre eles bolas de fogo e líquidos que desfaziam até o metal das espadas e dos escudos! Atacavam pelo mar e as velas dos navios pegavam fogo com o jogo de espelhos e lentes que Arquimedes colocou sobre os muros! Os anos se passavam! Siracusa resistia! Ou melhor: Arquimedes ainda vivia! Quando os muros caíram, uma ordem era dada: apanhem Arquimedes vivo! Queremos esse sábio conosco! Porém, o destino tinha indizíveis mãos a trabalhar outros planos e um soldado romano trespassou o velhote mal vestido que desenhava nas areias da praia problemas de geometria, sem dar atenção às tropas, e mandando o soldado sair de cima dos rabiscos.

 

Esse homem havia criado ao redor de si a maior fama de sábio da antiguidade.
Seu segredo: havia aprendido tudo de si mesmo. Ele havia sido seu próprio mestre.

 

Embora o livro de Ramacheng trate da primeira à última página só de chaves das doutrinas secretas, embora fale somente dos segredos e temas ocultos, embora não argumente, debata ou cite autoridades, temos a ousadia de afirmar que o carácter didático, sintético e sistemático que o caracterizam, tornam-no um estudo científico filosófico das místicas: Buda, Sócrates, e Cristo são superpostos e analisados com clareza meridiana, como só um espírito que teve acesso às mesmas fontes da Luz e da Verdade o poderia fazer.

 

O trabalho que comentamos é ao mesmo tempo coerente, simples e lógico. Cada frase e cada palavra foram colocadas pelo autor para dizer alguma coisa. Já vimos em diversos pontos que é tão importante o que está expresso quanto aquilo que está nas entrelinhas. O nome Sócrates, por exemplo, bem como os de Krishna e Cristo, não são
citados uma só vez, e não nos é dado esquecê-los em momento algum da leitura de Ramacheng. Se por um lado temos referências claras a ditadores, falsos profetas, chefes religiosos, em certos pontos parecemos arranhar profundas explicações para temas aparentemente já esgotados: Judas? Hitler? Kennedey? Gandhi? Luther King? Galileu? Arquimedes? Quantos deles foram analisados nas Sete chaves e quantos leitores o perceberam?

 

À primeira leitura pareceu-me um livro de repetições dos temas yogas. Depois pareceu-me de facto um estudo da mística. Voltei a ler e compreendi alguma coisa no sentido profundo que ali está contido. Ele nos lembra que cada chave tem sete interpretações. Sete é o número infinito para a mística. Ramacheng nos desafia à busca
do Infinito? Não! Ele alcançou a Sexta Chave! Ele atingiu a Integração ou Amor Universal e nos deu o Caminho sem querer saber se vamos segui-lo ou não! Para que não tivéssemos dúvidas, falou muitas vezes que só nós podemos abrir nossas Sete Chaves.

 

‘’Na verdade eu vos dei as mais profundas chaves de qualquer mística ou fraternidade e reconheço que isso não significa que vós, que as lestes, estejais de posse das mesmas. Saber que existem e quais são, é fácil de alcançar, Realizá-las, não.’’

 

Qual é a dificuldade?

 

Lendo e relendo chegamos a um só ponto: é preciso experimentarmos por nós mesmos. Esta a grande problemática de todo nosso tempo. Nosso ‘’EU’’ , endeusado e recoberto de doirados mantos, conduz-nos à desesperada luta de satisfazer nossos egoísmos sem fim. Qualquer argumento serve para ficarmos convencidos de que isto é o que importa: satisfazer o nosso ‘’eu’’ . a filosofia desse estado de coisas é o ‘’cada um por si e que o diabo leve o resto.’’

 

Se o livro de Ramacheng não nos ensina a ganhar dinheiro, a pisar os outros, a aplicar golpes de defesa pessoal, a evitar que nossa consciência fique perturbada com os nossos erros, se não é um livro que nos faça ter sucesso pessoal e imediato, positivamente não vamos querer experimentar!

 

Salvar o mundo do caos? Eu não tenho nada com isso! Não fiz o mundo! Não dei início aos conflitos! Não criei as confusões. Quando cheguei, já estava tudo assim como é! Além disso, são três bilhões de pessoas, com centenas de governos. Os outros que tratem disso!

Eis como o nosso ‘’eu’’ envolvido pelos condicionamentos, pre conceitos, hábitos, véus, enfim.

 

Bem que o tibetano informa: o egoísmo é o último véu a cair. Como custa! Como luta! Como sabe convencer nossa mente com todos os argumentos!

 

Mas, que considerações são estas?

 

Já é a vigilância! E se a intenção funcionar, estaremos a um passo do ‘’auto – conhecimento’’.

Penso que o maior atrativo do trabalho de Ramacheng é revelar-nos o que seja o conhecimento direto das coisas e como chegar até ele. Penso mesmo que vale a pena penetrar no nosso mundo interior, libertar nosso ‘’Eu’’ para chegar à Intuição. Acredito que os mais corajosos estudantes destas chaves ficarão por aí. Ele pensa que ficaremos detidos na Sexta Chave, pois pensa nas finalidades Yogas de alcançar o Samadhi. Quanto a mim, não tenho dúvidas de que a Quinta terá muito mais atrativos para os leitores. Qual será o estudante que não ficará tentado pelos poderes do conhecimento direto?

 

Arquimedes era o sábio de Siracusa. Hierão, o rei, encarregou-o de descobrir, sem derreter os metais, qual a parte de ouro e a parte de prata que seu ourives havia
usado para a coroa encomendada. Depois de todos os seus cálculos falharem, estava ele no banho, quando lhe ocorreu a solução. Estão aí todos os elementos da intuição, segundo Ramacheng, incluindo seu inabalável elemento – ‘’Sem Esforço’’.

 

Se o processo de libertação ensinado por Ramacheng nos leva até aí, vamos experimentá-lo.

 

Não vou afirmar que já cheguei até esse ponto. O que posso dizer é que foi bem fácil alcançar a vigilância, a autoanálise sem crítica e que alguns fenómenos intuitivos já presenciei comigo mesmo. Posso assim confirmar que não há charlatanismo em Ramacheng. Seu processo funciona.

 

A dificuldade toda dessa experimentação reside em que temos que ser nosso próprio mestre e nosso único aprendiz. Aprendiz de feiticeiro? Quase isso. Porém, melhor, muito melhor do que tudo que já encontramos sobre o mesmo assunto.

 

Eia, portanto, vamos reler todas as chaves e começar desde a primeira, experimentando? Nós e só nós podemos usá-la. Ninguém vai fazê-lo por nós.

Religar.org

Profundo estudioso da VERDADE por trás da existência. Desde as interpretações dos ensinamentos orientais, até a crença sem sentido e limitante das religiões ocidentais, encontrei a totalidade e a plenitude satisfatória da coerência nas CARTAS DE CRISTO. Porém, antes delas, temos esse aqui exposto, revelado por Ramacheng.

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